3º seminário de estudos Decoloniais e Afrodiaspóricos e 1⁰ congresso decolonial da UFU
Apresentação
De 14 a 16 de dezembro de 2026, a Universidade Federal de Uberlândia recebe o 3º Simpósio de Estudos Decoloniais e Amefricanos de Uberlândia e o 1º Congresso Decolonial da UFU, um espaço de encontro, reflexão crítica e partilha de conhecimentos entre pesquisadores, estudantes, educadores, artistas, lideranças comunitárias, movimentos sociais e a comunidade.
Dando continuidade aos encontros realizados em 2024 e 2025, esta edição amplia o diálogo entre universidade e sociedade, reunindo diferentes áreas do conhecimento em torno de uma questão fundamental: como transformar as formas de produzir, reconhecer e compartilhar saberes diante das marcas persistentes do colonialismo? A proposta é construir um ambiente de escuta e debate que reconheça as contribuições intelectuais, políticas, artísticas e pedagógicas das populações negras, indígenas, quilombolas e periféricas.
O evento compreende a decolonialidade como reflexão e prática que interrogam as hierarquias responsáveis por legitimar determinados conhecimentos enquanto silenciam outros. Nesse horizonte, propõe discutir o racismo epistêmico, a colonialidade nas relações sociais e institucionais e as possibilidades de transformação dos currículos, das práticas educativas e dos espaços de produção do conhecimento. As relações entre raça, gênero e classe atravessam essas discussões, com atenção às experiências das mulheres negras e indígenas e às formas de resistência construídas em diferentes territórios.
Na articulação entre Educação, Linguagem e Literatura, o simpósio e o congresso convidam à reflexão sobre os processos de formação humana, a construção das identidades e subjetividades e a força das narrativas na disputa por memória, pertencimento e reconhecimento. As pedagogias decoloniais, o afeto, a ancestralidade e o encontro com o outro constituem caminhos para pensar práticas educativas comprometidas com a pluralidade de experiências e modos de existir.
A proposta aproxima a Faculdade de Educação e seu Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia do Instituto de Letras e Linguística e de seu Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos. O diálogo com o Movimento Negro Unificado do Acre amplia essa rede, conectando o Cerrado à Amazônia e trazendo ao debate as experiências, os saberes e as lutas das populações afro-indígenas, bem como suas contribuições para pensar o Bem Viver e os desafios sociais, políticos e raciais contemporâneos.
A programação prevê mesas-redondas, apresentações de pesquisas em Grupos de Trabalho, exposições e intervenções artístico-culturais. Esses espaços buscam promover o intercâmbio entre a produção acadêmica e os conhecimentos constituídos nas comunidades, nos movimentos sociais e nas práticas culturais. A arte participa desse encontro como produção de pensamento, memória e resistência, integrando os debates e as experiências compartilhadas ao longo do evento.
Voltado a estudantes de graduação e pós-graduação, docentes da educação básica e superior, pesquisadores, artistas, integrantes de movimentos sociais e demais pessoas interessadas, o encontro convida à construção coletiva de uma universidade aberta ao diálogo e implicada no enfrentamento das desigualdades. Reunir diferentes vozes, territórios e perspectivas é parte do compromisso de imaginar e construir outras possibilidades de educação, convivência e produção do conhecimento.
As inscrições terão início em 1º de outubro de 2026. Acompanhe, neste site, as orientações para participação e submissão de resumos para apresentação em comunicação oral.
Venha compartilhar suas pesquisas, experiências e saberes e participar dessa construção coletiva!
Programação
Em breve
Inscrições
Em breve
Localização
Organização
Submissão de Trabalhos
O 3º Simpósio de Estudos Decoloniais e Amefricanos de Uberlândia e o 1º Congresso Decolonial da UFU receberão submissões de trabalhos, a partir de 1º de outubro de 2026, na modalidade de comunicação oral. Serão aceitas propostas que abordem questões decoloniais nos campos da Educação, Linguística, Literatura, Filosofia, Geografia, História e demais áreas afins.
As submissões deverão ser realizadas em formato de resumo, contendo título e extensão mínima de 500 palavras e máxima de 1.000 palavras. Cada comunicação poderá ter até dois autores, e cada apresentação terá duração de 15 minutos.




