Rosana Sueli da Motta Jafelice

Palestrante 2: Farmacocinética: Do Modelo Clássico para o Fuzzy Tipo 2 Intervalar

Resumo: Jerry Mendel, pioneiro no resgate da teoria dos conjuntos fuzzy do tipo 2 introduzida primeiramente por Zadeh em 1975, publicou seu primeiro artigo sobre o assunto em 1998. Desde então esta teoria tem sido amplamente pesquisada. A diferença crucial entre os conjuntos fuzzy do tipo 1 e o do tipo 2 é que o primeiro tem como grau de pertinência, de um elemento ao conjunto, um único valor entre 0 e 1, enquanto o conjunto fuzzy do tipo 2 revela o grau de pertinência em dois estágios, através da pertinência primária e da função de pertinência secundária. Quando a função de pertinência secundária é constante e igual  a 1, o conjunto fuzzy é denominado  do tipo 2 intervalar. O objetivo desta apresentação é mostrar a evolução da modelagem da velocidade de eliminação de fármacos no organismo humano, partindo do Modelo Clássico e avançando para abordagens com Sistemas Baseados em Regras Fuzzy, incluindo os modelos Fuzzy Tipo 1 e Fuzzy Tipo 2 Intervalar. Nesta metodologia, a taxa de eliminação do fármaco é um parâmetro da equação diferencial ordinária que modela o fenômeno. Estes sistemas foram construídos com o conhecimento da literatura e de um médico nefrologista.  Os casos de três indivíduos são analisados, com base em informações médicas, assumindo valores específicos para volume urinário, clearance de creatinina e valores de pH sanguíneo. Em dois casos, o nível de saturação do fármaco está acima do recomendado pela farmacocinética e, como consequência, a quantidade da dose do fármaco é diminuída. Portanto, verifica-se que este procedimento resulta em uma decisão satisfatória para o tratamento dos indivíduos.  As informações fornecidas por esta modelagem matemática podem ser utilizadas em conjunto com médicos especialistas para evitar risco de intoxicação medicamentosa.