La maison
Já deixa marcado na sua agenda que o Pint of Science 2026, maior festival de divulgação científica do mundo, que leva pesquisadores aos bares, já tem data e local em Uberlândia: 19 de maio, às 19h, no Florindo's Bar.
Os pesquisadores Rafael Rios, Amanda Danuello, Murillo Carneiro, João Agreli e Solange Augusto vão compartilhar suas pesquisas de diferentes áreas do conhecimento: "Não entre em pânico! Um guia para pensar profundamente em tempos de pensamentos rasos"; "Ela marca, ela decide: a comunicação química das abelhas solitárias"; "IA para detecção de doenças, transtornos e metanol em bebidas"; e "BioHq: biologia em quadrinhos". O evento é gratuito e todos os maiores de 18 anos são bem-vindos para participar, sem a necessidade de inscrição prévia.
Criado em 2013, na Inglaterra, o Pint of Science surgiu como forma de aproximar a ciência da comunidade externa que não está nos laboratórios e universidades. O festival acontece anualmente em diversos lugares do mundo e leva pesquisadores a bares para compartilharem conhecimento científico de maneira simples e descontraída.
O Pint of Science promove um “Brinde à Ciência” por meio de suas discussões, mas também pelos “Goles de Ciência”, pequenos vídeos postados no perfil oficial @ufu_oficial no Instagram. Alguns cientistas compartilham suas pesquisas de maneira leve, oferecendo goles de conhecimento ao público e um gostinho do que é o Pint of Science.
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19/05 - 19h
Florindo's Bar
(Av. Francisco Galassi, 1551 - Morada da Colina)
"Não entre em pânico! Um guia para pensar profundamente em tempos de pensamentos rasos"
Como você sabe que você existe? A princípio, a resposta parece simples, mas não é. Rendeu à humanidade milhares de anos para encontrar uma boa resposta (ao menos, uma que seja lógica!). E o que é lógica? Aprender como fazer boas perguntas e oferecer boas respostas pra elas não é uma tarefa trivial. Vivemos um período intenso e grave de pós-verdade e negacionismo científico, como ficou claro durante a pandemia, e ainda há fake news sendo espalhadas diariamente que causam muito sofrimento. As habilidades para lidar com informações falsas parecem ter se perdido. Investir em uma boa educação científica é necessário, mas há algo mais urgente anterior a isso: a necessidade de uma boa educação filosófica. Vemos cientistas fazendo ciência sem saber o que é ciência e do que ela se trata. A população leiga está ainda mais perdida nessa discussão e não sabe diferenciar um charlatão de um cientista. Pensamentos rasos nos levam a acreditar facilmente em qualquer cidadão de jaleco (ou terno) que fale com firmeza sobre suas certezas em relação ao mundo. A filosofia oferece conhecimentos milenares, assim como a ciência, para nos ajudar a pensar mais profundamente sobre algum tema. Os métodos de pensamentos filosóficos que foram desenvolvidos ao longo da história da humanidade são uma esperança para a educação nos livrar das armadilhas das fake news e nos ajudar a buscar respostas para viver uma vida que valha a pena ser vivida.
"Ela marca, ela decide: a comunicação química das abelhas solitárias"
Quando pensamos em abelhas, logo imaginamos uma colmeia cheia de indivíduos trabalhando juntos... Mas muitas abelhas preferem a vida solo. Nessas espécies, cada fêmea constrói seu próprio ninho, prepara o alimento dos filhotes e decide tudo sozinha. Mas como escolher um bom lugar? A resposta pode estar no cheiro e, por trás dele, está a química. Abelhas solitárias deixam pequenas marcas químicas nos ninhos que podem atrair outras fêmeas ou indicar que aquele lugar já foi escolhido. Nessa conversa, vamos descobrir como esses "recados perfumados” ajudam as abelhas a tomar decisões importantes. E como a química nos permite revelar esses sinais invisíveis e entender melhor a vida dessas pequenas engenheiras da natureza, tão importantes para os ecossistemas.
"IA para detecção de doenças, transtornos e metanol em bebidas"
A proposta é um bate-papo leve sobre como a inteligência artificial pode auxiliar na área da saúde. Serão compartilhados desenvolvimentos realizados na UFU que já apresentam resultados promissores. Um dos exemplos destacados é a utilização da saliva para auxiliar na detecção do autismo por meio de procedimentos não invasivos.
"BIO HQ: Biologia em Quadrinhos"
Você já pensou em aprender ciência por meio dos quadrinhos? Essa é a proposta do BioHQ, uma publicação da Editora da UFU. É um projeto iniciado em 2019, que já conta com três edições e caminha para a sua quarta. Tem como proposta converter estudos científicos na área de Biologia em histórias em quadrinhos, estabelecendo um diálogo mais direto entre a produção acadêmica e a sociedade, com um olhar especial para os espaços educacionais do ensino básico. O BioHQ reune docentes, pesquisadores e alunos de diferentes Instituições Públicas de Ensino Superior na realização de suas edições. O objetivo é despertar o interesse pela ciência desde cedo, promovendo a educação científica por meio da arte, da linguagem dos quadrinhos e do diálogo com a sociedade.










