Renato Sardinha de Souza (UFG)
Minicurso M5: Situações matemáticas narrativas: criando experiências de invenção na sala de aula
Objetivo: O grupo de estudos e pesquisas “Abakós: Práticas Formativas e Colaborativas em Educação Matemática na Escola”, vinculado ao Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (CEPAE) da Universidade Federal de Goiás (UFG), nasceu em 2015 com uma proposta de ruptura com o ensino tecnicista da matemática, procurando transformar a sala de aula em um espaço de invenção e descoberta, no qual as "situações matemáticas narrativas" desempenham um papel relevante ao lado da investigação matemática em sala de aula e da resolução de problemas. Ao longo dos anos, ao elaborar tarefas investigativas, o grupo foi construindo o conceito “Problemas ou situações matemáticas narrativas”: narrativas nas quais o enredo sugere uma situação repleta de ideias matemáticas; em seu corpo, não há uma pergunta direta, mas sim a apresentação de uma trama, um mistério, uma situação inusitada que pode ser melhor compreendida ou desvendada com ferramentas matemáticas, oriundas de processos mentais críticos e analíticos. Nessa abordagem, os estudantes são incentivados a investigar questões complexas, assumindo o papel de pesquisadores, transformando a matemática em algo que se faz, se descobre e se inventa coletivamente. O erro passa a ser um componente legítimo da invenção, e não um fracasso (PINTO, 2000). Desse modo, a proposta do presente minicurso é apresentar a experiência do grupo na consecução das situações matemáticas narrativas em sala de aula, com alunos do 5o, 6o e 7o anos da Educação Básica, colocando o participante no papel não apenas de resolvedor de tais situações, como também no papel de autor. Assim, o minicurso abordará questões sobre a qualidade e a classificação de enunciados de exercícios e problemas matemáticos, no intuito de trabalhar adaptações a fim de que o participante elabore situações a serem trabalhadas com os estudantes, baseadas nas unidades temáticas da BNCC. As experiências do grupo mostram que quando permitimos ao estudante exercer com liberdade o seu pensar e, ao professor, exercer com autonomia e autoria o seu trabalho, a sala de aula se torna um território de “insubordinação criativa”, na qual aprender matemática é, essencialmente, uma experiência humana inventiva, criativa e autoral, seja por parte dos estudantes, seja por parte dos professores.
Indicação de Público-alvo: Professores ou Pesquisadores nos Anos Iniciais, Anos Finais e Alunos na Graduação
Área: Matemática
